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Diplegia espástica: como essa condição afeta o movimento e a autonomia da criança

A diplegia espástica é uma das formas mais comuns de paralisia cerebral e afeta principalmente os movimentos das pernas. Embora o diagnóstico seja conhecido pela rigidez muscular e pelas dificuldades motoras, cada criança apresenta necessidades, habilidades e formas próprias de se desenvolver.

Com o acompanhamento adequado, muitas crianças conquistam mais autonomia para participar das atividades do dia a dia, explorar o ambiente, brincar, frequentar a escola e desenvolver novas habilidades ao longo da infância.

Neste conteúdo, você vai entender como a diplegia espástica afeta o movimento, quais sinais costumam estar presentes e de que forma a reabilitação contribui para o desenvolvimento infantil.

A diplegia espástica é um dos tipos mais frequentes de paralisia cerebral.

Ela acontece em consequência de uma lesão nas áreas do cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos, geralmente antes, durante ou pouco tempo após o nascimento. Essa alteração não evolui ao longo da vida, ou seja, a lesão cerebral é considerada não progressiva.

O principal aspecto da diplegia espástica é que ela afeta os dois lados do corpo, com maior comprometimento das pernas do que dos braços.

Isso ocorre porque os músculos dos membros inferiores apresentam um aumento do tônus muscular, conhecido como espasticidade. Como resultado, os movimentos ficam mais difíceis de executar e exigem maior esforço da criança.

É importante destacar que a condição afeta principalmente a mobilidade. Em muitos casos, a capacidade cognitiva permanece preservada, permitindo que a criança aprenda, participe da escola, desenvolva relações sociais e conquiste autonomia de acordo com suas necessidades e possibilidades.

Os primeiros sinais costumam ficar mais evidentes conforme a criança alcança os marcos do desenvolvimento motor.

Entre as características mais observadas estão:

  • atraso para sentar, engatinhar ou andar;
  • rigidez muscular, principalmente nas pernas;
  • dificuldade para manter o equilíbrio;
  • marcha na ponta dos pés;
  • cruzamento das pernas durante a caminhada (conhecido como marcha em tesoura);
  • reflexos mais intensos do que o esperado;
  • maior esforço para realizar movimentos do dia a dia.

Enquanto as pernas costumam apresentar maior comprometimento, os braços geralmente preservam boa parte de sua funcionalidade, permitindo que muitas crianças realizem atividades como desenhar, brincar, escrever e se alimentar com maior independência.

A intensidade dos sinais varia bastante. Algumas crianças caminham de forma independente, enquanto outras podem precisar de órteses, andadores, muletas ou cadeira de rodas em determinadas situações.

Os desafios enfrentados pela criança dependem do grau de espasticidade e das necessidades individuais.

Na rotina, a condição pode influenciar atividades simples, como caminhar por longas distâncias, subir escadas, brincar em parques ou acompanhar colegas em atividades físicas.

Também é comum que o esforço muscular constante provoque um gasto maior de energia. Por isso, algumas crianças apresentam fadiga com mais facilidade ao longo do dia.

Dependendo do caso, adaptações no ambiente escolar e em casa também contribuem para facilitar a mobilidade e estimular a independência.

Outro ponto importante é compreender que autonomia não está relacionada apenas à locomoção. Participar das brincadeiras, fazer escolhas, desenvolver habilidades de autocuidado, frequentar a escola e construir relações sociais também fazem parte desse processo.

Quando essas oportunidades são estimuladas desde cedo, a criança amplia sua participação nas diferentes situações do cotidiano.

A reabilitação tem como objetivo favorecer o desenvolvimento funcional da criança, respeitando suas características e suas necessidades.

Cada plano terapêutico é construído de forma individualizada e considera aspectos como mobilidade, equilíbrio, postura, coordenação motora, autonomia e participação nas atividades do dia a dia.

O acompanhamento também busca prevenir encurtamentos musculares, reduzir limitações funcionais e ampliar as possibilidades de movimento ao longo do crescimento.

Além do trabalho realizado durante as terapias, a participação da família desempenha um papel fundamental. As orientações oferecidas pelos profissionais ajudam a incorporar estímulos à rotina, tornando o desenvolvimento parte das experiências vividas pela criança dentro e fora da clínica.

O tratamento da diplegia espástica envolve diferentes especialidades que atuam de forma integrada.

Cada profissional contribui para objetivos específicos, sempre considerando o desenvolvimento global da criança.

Fisioterapia infantil

Trabalha aspectos relacionados ao fortalecimento muscular, controle postural, equilíbrio, coordenação e mobilidade, favorecendo maior funcionalidade nos movimentos.

Terapia ocupacional

Auxilia no desenvolvimento da autonomia durante as atividades do cotidiano, além de trabalhar coordenação motora, habilidades funcionais, adaptações e participação nas diferentes ocupações da infância.

Fonoaudiologia

Quando necessário, atua no desenvolvimento da comunicação, da linguagem e também em questões relacionadas à alimentação.

Psicologia infantil

Contribui para o desenvolvimento emocional, fortalecimento das relações sociais e apoio à criança e à família durante o processo terapêutico.

Cada criança apresenta necessidades diferentes, por isso o plano de acompanhamento é construído de forma personalizada e revisado continuamente conforme sua evolução.

Entre os recursos utilizados durante o processo de reabilitação, a Terapia Ocupacional pode indicar, quando apropriado, o Protocolo PediaSuit como parte do plano terapêutico da criança.

Essa abordagem utiliza um macacão terapêutico ortopédico associado a equipamentos como gaiola de habilidades, elásticos, cordas e roldanas, permitindo a realização de exercícios específicos voltados para crianças com alterações neuromotoras.

O protocolo é baseado em três princípios principais:

  • Estímulo proporcionado pelo macacão terapêutico: os elásticos oferecem resistência durante os movimentos, favorecendo estímulos proprioceptivos e contribuindo para o alinhamento postural.
  • Programa intensivo de intervenção: o protocolo prevê um período de quatro horas diárias de terapia, cinco dias por semana, durante quatro semanas, seguido por um período de manutenção. A indicação e a duração do tratamento são sempre definidas de forma individual.
  • Participação ativa da criança: todas as atividades incentivam o envolvimento da criança durante o processo terapêutico, estimulando habilidades motoras e funcionais conforme seus objetivos.

Na Pediakinder, o PediaSuit integra um plano de reabilitação construído de forma interdisciplinar. A decisão pelo uso desse recurso considera a avaliação clínica, as necessidades da criança e os objetivos definidos pela equipe terapêutica em conjunto com a família.

Receber o diagnóstico de diplegia espástica pode trazer muitas incertezas, mas ele não resume as possibilidades de desenvolvimento da criança.

Com acompanhamento especializado, práticas baseadas em evidências e um plano terapêutico individualizado, é possível estimular habilidades importantes para a mobilidade, a autonomia e a participação nas atividades do dia a dia.

Ao longo desse caminho, cada conquista acontece no tempo da criança e merece ser valorizada. Informação de qualidade, apoio profissional e envolvimento da família tornam esse processo mais seguro e ajudam a construir uma rotina focada no desenvolvimento, sempre respeitando a individualidade de cada criança.

Se você deseja conhecer mais sobre paralisia cerebral, reabilitação infantil e desenvolvimento neuromotor, continue acompanhando o blog da Pediakinder.

Aqui, produzimos conteúdos que ajudam famílias a compreender cada etapa desse processo com mais clareza e confiança.

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Alexandra J Souza Dias
Fonoaudiologia

Formação Acadêmica

  • Graduação em Fonoaudiologia – Centro Universitário Sant’Anna – Formada em dezembro de 2025

 

Certificações e Aperfeiçoamentos

  • Formação em Libras – Instituto Federal do Rio Grande do Sul – 2025
  • Curso de Eletroestimulação – APOGEU – Ministrado pelo fonoaudiólogo Bruno Guimarães – 2025

Pediakinder - Reabilitação infantil - RE14083/SP

Julya Quirino Barbosa
Psicologia – Estagiária

Formação Acadêmica

  • Graduação em Psicologia – Faculdade Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) – Previsão de formação em 2026

Pediakinder - Reabilitação infantil - RE14083/SP

Michele da Costa Miranda
Fonoaudióloga – Estagiária

Formação Acadêmica

  • Graduação em Fonoaudiologia – Universidade da Cidade de São Paulo (UNICID) – Cursando o 8º semestre – Conclusão em 12/2025

 

Certificações e Aperfeiçoamentos

  • Capacitação em Linguagem e Autismo – 2024
  • Workshop Parceiros de Comunicação CAA – 2024
  • Core Power – Comunicação Alternativa – 2025

Pediakinder - Reabilitação infantil - RE14083/SP

Bianca Cardoso Leal
CREFITO 369658-F

Formação Acadêmica

  • Graduação  – Faculdade UNIP – Formada em 2023

  • Pós-graduação em Traumato Ortopedia e Esportiva – Inpirar – 2025

Pediakinder - Reabilitação infantil - RE14083/SP

Niandra Graciano Gomes Freitas
CREFITO 3/25034-TO

Formação Acadêmica

  • Graduação em Terapia Ocupacional – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Formada em 2023

  • Pós-graduação Lato Sensu em Preceptoria – Laboratório de Estudo sobre Infância e Adolescência (LEIA), Universidade de São Paulo – 2024

 

Certificações e Aperfeiçoamentos

  • Curso de Escrita e Função Manual – Clínica Estrada – 2024

  • Curso: “Deficiência Visual Cortical na Infância” – Play Core Kids – 2025

  • Curso: “Análise Funcional e Intervenção Baseada em Antecedentes” – Clínica Próximo Degrau – 2025

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Tiffany Helena da Silva
APEMESP: 1-230489

Formação Acadêmica

  • Graduação em Musicoterapia – FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) – Formada em 2023
  •  

Pediakinder - Reabilitação infantil - RE14083/SP

Erica Martins Cavalcante de Oliveira
2394-25

Formação Acadêmica

  • Graduação em Pedagogia – Faculdade Anhanguera, São Paulo – 2008

  • Certificação Profissional2009

  • Especialização em Psicopedagogia – Centro Universitário OPET – 2022

    • Atuação nas áreas Clínica, Educacional, Empresarial e Hospitalar

  • Especialização em Análise do Comportamento Aplicado na Educação de Pessoas com TEA e Aplicador ABA – Centro Universitário OPET (UNIOPET) – 2023

 

Certificações e Aperfeiçoamentos

  • TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, Transtornos Escolares e a Lei 14.254/2021: Caracterização, Mediação e Ludicidade – +Stimullus: Centro de Estudo, Formação e Consultoria – 2022

  • AEE – Atendimento Educacional Especializado: Avaliação e Intervenção – +Stimullus: Centro de Estudo, Formação e Consultoria – 2022

  • Programa de Treinamento Avançado em Comunicação nos Transtornos do Espectro do Autismo – PROAC: Saber Autismo – 2021

  • ABA e Estratégias Naturalistas – Instituto Singular – 2023

    • Ministrado por Mayra Gaiato e Rodrigo Silveira

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Thalita de Lima Fernandes
CREFITO-3/393887-F

Formação Acadêmica

  • Bacharelado em Fisioterapia – Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) – Formada em 2023

  • Pós-graduação Lato Sensu em Psicomotricidade – Faculdade Anhanguera – 2024

  • Pós-graduação em Fisioterapia nas Doenças Neuromusculares – UNIFESP – Em andamento (2025–2026)

 

Certificações e Aperfeiçoamentos

  • Aprimoramento em Disfunções Neurológicas da Criança e do Adulto – AACD Ensino e Pesquisa – 2024

  • Aperfeiçoamento em Desenvolvimento Infantil – Physio Cursos SP – 2023 (40 horas)

  • Curso: Terapia ABA no Autismo – Ello Cursos Psicologia – 2023 (170 horas)

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Daniela Latorre Cirne
CRP 06/210111

Formação Acadêmica

  • Graduação em Psicologia – Universidade Nove de Julho (Uninove) – Formada em julho de 2024

  • Pós-graduação em ABA e Estratégias Naturalistas aplicadas ao Autismo e Atrasos no Desenvolvimento – Instituto Singular – Em andamento (conclusão prevista para julho de 2026)

 

Certificações e Outras Formações

  • Protocolo VB-MAPP – Academia do Autismo – 2025

  • ABA na Escola – Academia do Autismo – 2024

  • Redução de Comportamentos Interferentes – Academia do Autismo – 2024

  • ABA – Análise do Comportamento Aplicada e as Estratégias Naturalistas – Instituto Singular – 2024

  • Autismo na Adolescência – Instituto Singular – 2023

  • Acompanhamento Terapêutico – Espaço Conviver e Aprender – 2023

  • ABA – Análise do Comportamento Aplicada – Espaço Conviver e Aprender – 2023

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Barbarah Perini
CRP 06/211839

Formação Acadêmica

  • Graduação em Psicologia – Faculdade São Judas Tadeu – 2023

  • Graduação em Psicopedagogia – Faculdade UNIFIEO – 2017

 

Certificações

  • Análise do Comportamento Aplicada (ABA) – 2025

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Mariana Vasconcellos Pascarelli
CRP 06/203740

Formação Acadêmica

  • Graduação em Psicologia – Faculdade UniPaulistana – Centro Universitário Paulistano – 2023

 

Certificações

  • Terapia ABA no Autismo para Pais e Aplicadores – Academia do Autismo – 2021

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Rayssa Faria Pinheiro de Queiroz
CRP 06/186018

Formação Acadêmica

  • Graduação em Psicologia – Universidade Nove de Julho – 2022

Especializações

  • Neuropsicologia – Universidade Anhembi Morumbi – 2025

Certificações

  • Análise do Comportamento Aplicada (ABA) – Instituto Singular – 2024

Atuação

  • Foco em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e Desenvolvimento Infantil

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Luzia Lee Magalhães Novaes
APEMESP 1-250723

Formação Acadêmica

  • Bacharelado em Musicoterapia – Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) – 2024

Cursos e Capacitações

  • Musicoterapia Hospitalar – Prof. Mt. Dra. Lourdes Vigatto – 180 horas – 2025
  •  

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Isabella Leiva Lacerda de Arruda
CRN-3 78675

Formação Acadêmica

  • Bacharelado em Nutrição – Universidade Anhanguera – 2022

Especializações

  • Pós-Graduação em Nutrição e Alimentação Escolar – Faculdade Metropolitana – 2025

  • Pós-Graduação em Nutrição Clínica – Faculdade Metropolitana – 2025

  • Pós-Graduação em Nutrição no Transtorno do Espectro Autista (TEA) – Faculdade Metropolitana – 2025

 

Cursos Complementares

  • Lactarista – UNIRE – 2020
  • Atendimento Nutricional no Autismo – Ana Paula Avelino – 2025
  • ABA, Estratégias Naturalistas e Neurociência na Intervenção do Autismo – Instituto Singular – 2025
  •  

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Mirella Ferreira Santos
CREFITO 3 15507-TO

Formação Acadêmica

  • Graduação em Terapia Ocupacional – Universidade de São Paulo (USP) – 2013

  • Residência Multiprofissional e Especialização em Saúde da Família – Faculdade Santa Marcelina (FASM) – 2016

Cursos e Capacitações

  • Percurso formativo (estágio) em Reabilitação Psiquiátrica – Cooperativa Social Olinda Onlus, Milão (Itália) – junho/julho 2015

  • O Processamento Sensorial no Desenvolvimento da Criança – Transtorno do Espectro Autista (TEA) – UNESP – 40h – 2021

  • Vulnerabilidade e Situações de Risco Psicossocial na Infância e Adolescência – Escola Municipal de Saúde de São Paulo – 60h – 2016

 

Atualmente

  • Mestrado Profissional em Ciências da Saúde (Infância e Juventude) – Faculdade de Medicina da USP – em andamento

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Elaine Cristina Cavalcanti de Godoy
CRP: 06/143620

Formação Acadêmica

  • Graduação em Psicologia – Universidade Paulista (UNIP) – 2017

 

Pós-graduação

  • Pós-graduação em Intervenção ABA para Autismo e Déficit Intelectual – Child Behavior Institute of Miami – 2023

 

Cursos e Capacitações

  • ABA e Estratégias Naturalistas – Instituto Singular – 2021

  • Aplicação VBMAPP – Regina Bérgano – 2022

  • VBMAPP Descomplicado – Academia do Autismo – 2023

  • Atuação na Seletividade Alimentar com base em ABA – NEXO – 2022

  • Avaliação em ABLLS e AFLS – Inclusão Eficiente – 2024

 

Participações

  • Seminário RIO TEAMA – 2024

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